
A espanhola Iberdrola anunciou a compra da participação de 30,29% da Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) na Neoenergia por R$ 11,95 bilhões, ao preço de R$ 32,50 por ação — um prêmio de 15% sobre o fechamento anterior.
Com a transação, a Iberdrola eleva sua fatia para aproximadamente 84% do capital social da Neoenergia, consolidando a companhia brasileira como um de seus principais pilares globais.
Estratégia de longo prazo
Para a Iberdrola, o movimento reforça sua estratégia de expandir negócios regulados e estáveis em mercados-chave, especialmente na América Latina.
Globalmente, o grupo já opera 1,4 milhão de quilômetros de linhas de distribuição em países como Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e Brasil.
No caso da Neoenergia, a relevância estratégica é clara:
- É uma das maiores distribuidoras do país em número de clientes, atendendo cerca de 40 milhões de pessoas.
- Possui cinco concessionárias em estados como Bahia, Pernambuco, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte e no Distrito Federal.
- Opera 18 linhas de transmissão, mais de 725 mil km de redes de distribuição e tem 3.800 MW de capacidade instalada em geração renovável, principalmente hídrica.
Em 2024, a Neoenergia destinou R$ 9,8 bilhões em infraestrutura elétrica e projeta manter forte crescimento nos setores de distribuição e transmissão, acompanhando a crescente demanda por energia e a tendência global de eletrificação da economia.
A visão da O2 Capital Thinking
Do ponto de vista de M&A, a transação é um case emblemático de como portfólios de ativos estratégicos geram valor no longo prazo. Para a Previ, representa a realização de um investimento maduro e consistente. Para a Iberdrola, é um passo claro de consolidação em um mercado em expansão, combinando escala, previsibilidade regulatória e capacidade de investimento em energia limpa.
Movimentos desse porte evidenciam uma tendência já destacada pela O2: setores de infraestrutura e energia permanecem no radar dos grandes investidores globais, não apenas pelo potencial de retorno financeiro, mas pela resiliência e alinhamento com o futuro da transição energética.
👉 Esse é mais um exemplo de como estratégia, governança e visão de longo prazo são determinantes para tornar negócios mais atrativos e multiplicar valor em processos de M&A.













